Eu poderia ser a pessoa mais agradável do mundo,

mas, optei por ser eu mesma.

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Eu posso todas as coisas do mundo, apenas ainda não me convenci disso. Mas posso, devo poder. Não como uma necessidade ou uma pressão interna, e sim por natureza, por vida. Dá para ser astronauta ou bailarina. Dá para voar ou se equilibrar num dedo só. Dá para perder a noção do próprio peso ou sentí-lo todo comprimido. Dá para… tudo. Ou nada. Mas é tudo, há de ser, ainda que nem astronauta ou bailarina eu queira ser, nem trabalhar nos bombeiros ou pilotar carros de corrida. Não busco nem os limites de vida e nem da morte. É o que sinto momentaneamente: quero poder querer. A liberdade de querer o que nem se pensou antes, apenas por bobeira. A fruta na árvore do vizinho, a cadeira no sol, o voo até a lua, a caminhada até a praia, a neve, a perda do equilíbrio, o reapreender a se equilibrar, o esquecer e o recordar. Tudinho que a vida permite e não permite. Eu quero uma paródia dessa vida em outra qualquer, e que os versos sorriam para todo mundo que chora. Quero qualquer bobagem da televisão para a gente deixar de ser triste e qualquer seriedade na propaganda política para deixar de ser trouxa. Se a vida nem sempre se faz, a gente faz ela, repinta os quadrinhos, faz uma cena melhor, desconstrói e constrói outra vez. A gente se repete, se preciso, mas se renova. Porque bailaria o astronauta não me bastaria ser. Bailaria ou astronauta me acabaria na falta de ar e nos pés lesionados. Eu quero somente uma passagem para a vida, aquela que ainda não se vende em sonhos. Sem saber, eu posso muito mais.

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Calma garota! Você não está perdendo todos, é que chega um dia que os falsos têm que ir embora.”

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